Nesta quinta-feira (12), o Comitê da Sub-bacia Hidrográfica do Rio Banabuiú realizou sua 89ª Reunião Ordinária do colegiado, no IFCE Campus Mombaça. Com 28 instituições-membro do colegiado, além de representantes de instituições parceiras e de convidados, foram aprovadas as operações de uso das águas dos açudes da região durante o 1º semestre deste ano.

Luís Cesar Pimentel, coordenador de Operações da regional da Cogerh do Banabuiú, apresentou a avaliação da alocação de água referente ao segundo semestre de 2025, bem como a operação emergencial para o primeiro semestre de 2026. Atualmente, a região está volume equivalente a 26,1% da capacidade máxima.

A operação dos reservatórios do primeiro semestre ocorre em caráter provisório durante a quadra chuvosa, para atender demandas cuja estação chuvosa não alcançou entre fevereiro e junho. Após esse período, acontecerá a Reunião de Alocação Negociada de Água dos reservatórios monitorados pela Cogerh.

Os reservatórios em que não houve alocação negociada aprovada constaram saldos positivos em relação ao total simulado para o fim de janeiro, como exposto abaixo.

Poço do Barro: saldo de 1,1 milhão de m³
Cipoada: saldo de 969 mil m³
Pedras Brancas: saldo de 8,5 milhões de m³
Fogareiro: saldo de 3,6 milhões de m³
Quixeramobim: saldo de 2,9 milhões de m³
Patu: saldo de 190 mil m³
São José II: saldo de 847 mil m³

Também foram abordadas as operações emergenciais dos açudes, com vazões de uso exclusivo para o abastecimento humano.

Confira as vazões aprovadas

Patu: 200 l/s – 60 l/s para captação direta no reservatório (45 l/s para Cagece Senador Pompeu e 15 l/s para usos difusos); 140 l/s para perenizar o Rio Patu e atender SAAE Milhã, SISAR Jenipapeiro, SAAE Encantado, Sistemas Rurais de Abastecimento do Rio Banabuiú e SAAE Nenelândia
Sistema Fogareiro–Quixeramobim: 680 l/s – 10 l/s para captação direta (2 l/s para SAAE Vila Fogareiro; 8 l/s para usos difusos) e 670 l/s para perenização do Rio Quixeramobim
Poço do Barro: 200 l/s – 2 l/s para captação direta para múltiplos usos e 198 l/s para perenização do Riacho Livramento

O Açude Banabuiú, 3º maior do Ceará, já teve vazão definida em reunião com os outros CBHs: vazão de 900 L/s, sendo 150 L/s para captação direta no reservatório, 35 L/s para perenização do rio ( 30L/s para Cagece Ibicuitinga e 5L/s para SISAR da Barra do Sitiá); 15 L/s para Sistemas de Abastecimento Rural; e 700L/s para demais usos.

Planejamento para 2026

Durante o encontro, Dayana Magalhães, coordenadora de Gestão Participativa da regional da Cogerh, apresentou o planejamento das ações do Comitê para o ano de 2026, destacando metas e prioridades para o fortalecimento da gestão participativa na sub-bacia.

Na ocasião, foi informado que, em maio de 2026, será realizada a eleição da Diretoria do Comitê para o biênio 2026–2028. O processo eleitoral será conduzido por uma Junta Eleitoral composta por quatro delegados, um de cada segmento do Comitê, que não poderão concorrer a cargos da Diretoria.

A Junta foi composta por Jefte Arnon de Almeida (Prefeitura de Quixeramobim), Cristiano da Silva (Ematerce), Wilton Magno (Sindicato de Milhã) e Antônio Gilberto (SAAE de Pedra Branca). Em seguida, Dayana Magalhães conduziu a discussão sobre a atualização da Câmara Técnica do Plano de Gestão Proativa de Seca.

Na sequência, Thiago Araújo, técnico da gerência de gestão participativa da Cogerh, apresentou o orçamento do Comitê do Banabuiú, detalhando a previsão de recursos e a organização financeira para o exercício de 2026.

Também ocorreu a entrega de homenagens ao prefeito de Mombaça, Orlando Filho, e à presidenta da Câmara Municipal, Josielma Pinheiro, em reconhecimento ao apoio prestado às ações voltadas à gestão dos recursos hídricos na região.

Durante o encontro, os membros da diretoria do Comitê — Ronilson Rodrigues, Alexandre Martins e Arnaldo Cavalcante — destacaram a importância do fortalecimento institucional do colegiado e do compromisso contínuo dos membros com a gestão participativa das águas. O prefeito Orlando Filho e a presidenta da Câmara, Josielma Pinheiro reforçaram o apoio do poder público municipal às iniciativas desenvolvidas pelo Comitê.

A 89ª Reunião Ordinária reafirmou a importância do diálogo permanente entre poder público, usuários e sociedade civil na construção coletiva de soluções para a gestão sustentável dos recursos hídricos da região do Banabuiú.

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