É nosso dever é proteger o maior patrimônio nacional, pois a nação que destrói o seu solo, destrói a si mesma. (Thodoro Roosevelt)

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22/01/2014
Ceará deve ter chuva abaixo da média em 2014, diz Funceme
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A probabilidade do período chuvoso – entre os meses de fevereiro a abril de 2014 – ter precipitações abaixo da média histórica é de 40%. O prognóstico oficial foi divulgado na noite de ontem pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A previsão é feita após análises dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala e baseada em modelos numéricos de outras instituições.

 

Na categoria considerada média, a probabilidade é de 35%. Já quando consideramos as chances de ter um trimestre com chuvas acima da média, o percentual cai para apenas 25%. Na realização das previsões, a Funceme analisa os índices isolados e não considera a soma entre diferentes categorias.

 

“Persiste uma neutralidade nas temperaturas do Pacífico e no Atlântico Equatorial há uma tendência de configuração desfavorável as chuvas. Além disso, os modelos atmosféricos globais de várias instituições também apontam para a maior probabilidade de chuvas abaixo da média no Ceará até abril”, diz o presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins.

 

Meteorologistas do órgão ainda lembraram das possibilidades de existir variações nos índices pluviométricos entre as diferentes regiões do Ceará. Meiry Sakamoto, gerente do Núcleo de Meteorologia da Funceme, diz que a faixa sul do Estado tem tendência para a categoria de precipitações abaixo da média. “Existe muita probabilidade de chuvas abaixo da média no Sertão Central, na faixa sul do Estado e na região dos Inhamuns”, diz.

 

O alerta para a probabilidade de seca vem após dois anos seguidos de estiagem intensa no Ceará. O prognóstico divulgado ontem se assemelha ao previsto para a quadra chuvosa de 2013 – quando os índices eram de 45% (abaixo da média); 35% (normal) e 20% (acima). Segundo Eduardo Sávio, a diferença de 5% entre os números não é considerada alta.

 

O Ceará tem 112 açudes com volume inferior aos 30% e apenas um reservatório com volume superior aos 90%. “Mesmo que o ano seja em torno da média, a recuperação (do volume) não é fácil. Recuperar a carga desses reservatórios não é um cenário provável. Pontualmente, pode acontecer”, diz o presidente da Funceme.

 

Mesmo diante do prognóstico negativo para a ocorrência de chuvas, o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Rennys Frota, diz que Fortaleza não corre risco de desabastecimento “mesmo que não caia uma gota de água”. “Toda a água de Fortaleza vem do Jaguaribe. Parte pelo Eixão e parte pelo Canal do Trabalhador. Essas estruturas estão calibradas o suficiente para que a Capital sustente essa condição, aconteça o cenário que acontecer, no ano que virá”.

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